Eis que eu resurjo das cinzas.
Sempre fui assim, nao seria diferente agora. Voltando aquele pensamento que nunca me deixou, não sei desde quando sou o que sou ou como passei a sê-lo. Não sou especial, não canto, não danço, não tenho o dom da palavra. Não sou inesquecível tampouco insubstituível. Já me disseram que eu gosto de sofrer. Já me disseram que eu sou teimoso. Já me disseram que sou orgulhoso. E eu sei que tudo isso é verdade. Eu já acreditei que seria feliz para sempre. Eu ainda acredito em amor eterno. Porém, jamais acreditei em Papai Noel - e isso foi um erro, porque essas coisas realmente existem. As outras, não. Eu já tive amigos imaginários. E amores imaginários. Talvez por isso eu corra pra esse mundo virtual - tudo aqui é imaginário. Eu já quis ser ator. Eu já quis ser cantor. Eu já quis ser poeta. Eu já quis ser escritor. Mas um dia eu tive que acordar e encarar o mundo além da Torre. E hoje eu tenho milhões de contas para pagar e vícios para manter. Nasci estranho - e isso se nasce, não se faz. Vou morrer antes do tempo. Não sei se quero mudar essa curva. Ainda não descobri se vale a pena. Sou esperançoso por natureza - sou assim mesmo; é coisa de povo do suburbio... é o sangue que corre em minhas veias. Não tenho muita paciência. Na verdade, eu não tenho paciência nenhuma para um monte de coisas. Sou compulsivo. Choro muito. Nao mais todos os dias, porque agora me falta tempo. É trabalho, faculdade. Já até pensei em me suicidar! Hoje em dia eu só penso em sumir. Em parar um dia e simplesmente desaparecer. Não sei, ser abduzido. Todo dia eu quero fugir. Nunca sozinho. Mas sei que não vai adiantar. Do que mais fujo, não adianta. Está dentro de mim. Sou magrelo e lá no fundo não me importo com isso. Só não quero não poder comprar roupa e tampouco ter fôlego para correr atrás de um ônibus. Me apaixono rápido e facilmente. Até hoje só sofri por amor. Tudo bem, no fundo, assumo. Não era amor e sim eu confundindo tudo. Já fiquei com pessoas por comodismo. Já não fui a lugares interessantes por medo ou por preguiça. Já maltratei quem me queria bem. Já fui maltratado por quem eu queria bem. Quero conhecer todo o mundo. Gosto de filmes de comédia romântica. Porque nessas horas eu acredito em tudo aquilo que eu sei que não existe. Não sou chocólotra, mas preciso comer chocolate diariamente. Tenho certeza absoluta que tudo o que eu vivo e sofro hoje em dia é culpa da minha infância. Já surtei. Já fui muito feliz. Pensei que certas coisas eram eternas. Já perdi pessoas que amava muito. Sei o que significa o "nunca mais" - escutá-lo e dizê-lo. Já voltei atrás vezes de mais. Já não voltei atrás e me arrependi. Já quis me apaixonar para tentar fazer o sonho virar realidade. Sempre gastei mais do que recebo. Sou viciado em compras, mas hoje em dia me controlo. Adoro dar presentes. Até para quem não merece. Gosto de mimar e ser mimado. Gosto de beijar e ser beijado. E gosto de mais algumas coisas que são impublicáveis. Nunca maltratei animais. Nunca ironizei defeitos físicos. Os defeitos dos meus amigos eu os relevo. Dos meus inmigos, exalto. Não odeio quase ninguém na maior parte do meu dia. Sou desorganizado mas engano muito bem. Sou sincero erroneamente. Sou grosso. Sou espalhafatoso. Sou inconstante. E não me arrependo de nada disso. Me odiava na adolêscencia. Tenho poucos amigos sinceros. Me decepcionei com alguns deles, porém relevei. São todos humanos. Erro em julgamentos, por isso tento não julgar. Não guardo raivas nem ódios. Mas sim mágoas. Me apaixonei e quero esse amor eternamente. Ah, acho que nao comentei, quero morrer de amor.
Sempre fui assim, nao seria diferente agora. Voltando aquele pensamento que nunca me deixou, não sei desde quando sou o que sou ou como passei a sê-lo. Não sou especial, não canto, não danço, não tenho o dom da palavra. Não sou inesquecível tampouco insubstituível. Já me disseram que eu gosto de sofrer. Já me disseram que eu sou teimoso. Já me disseram que sou orgulhoso. E eu sei que tudo isso é verdade. Eu já acreditei que seria feliz para sempre. Eu ainda acredito em amor eterno. Porém, jamais acreditei em Papai Noel - e isso foi um erro, porque essas coisas realmente existem. As outras, não. Eu já tive amigos imaginários. E amores imaginários. Talvez por isso eu corra pra esse mundo virtual - tudo aqui é imaginário. Eu já quis ser ator. Eu já quis ser cantor. Eu já quis ser poeta. Eu já quis ser escritor. Mas um dia eu tive que acordar e encarar o mundo além da Torre. E hoje eu tenho milhões de contas para pagar e vícios para manter. Nasci estranho - e isso se nasce, não se faz. Vou morrer antes do tempo. Não sei se quero mudar essa curva. Ainda não descobri se vale a pena. Sou esperançoso por natureza - sou assim mesmo; é coisa de povo do suburbio... é o sangue que corre em minhas veias. Não tenho muita paciência. Na verdade, eu não tenho paciência nenhuma para um monte de coisas. Sou compulsivo. Choro muito. Nao mais todos os dias, porque agora me falta tempo. É trabalho, faculdade. Já até pensei em me suicidar! Hoje em dia eu só penso em sumir. Em parar um dia e simplesmente desaparecer. Não sei, ser abduzido. Todo dia eu quero fugir. Nunca sozinho. Mas sei que não vai adiantar. Do que mais fujo, não adianta. Está dentro de mim. Sou magrelo e lá no fundo não me importo com isso. Só não quero não poder comprar roupa e tampouco ter fôlego para correr atrás de um ônibus. Me apaixono rápido e facilmente. Até hoje só sofri por amor. Tudo bem, no fundo, assumo. Não era amor e sim eu confundindo tudo. Já fiquei com pessoas por comodismo. Já não fui a lugares interessantes por medo ou por preguiça. Já maltratei quem me queria bem. Já fui maltratado por quem eu queria bem. Quero conhecer todo o mundo. Gosto de filmes de comédia romântica. Porque nessas horas eu acredito em tudo aquilo que eu sei que não existe. Não sou chocólotra, mas preciso comer chocolate diariamente. Tenho certeza absoluta que tudo o que eu vivo e sofro hoje em dia é culpa da minha infância. Já surtei. Já fui muito feliz. Pensei que certas coisas eram eternas. Já perdi pessoas que amava muito. Sei o que significa o "nunca mais" - escutá-lo e dizê-lo. Já voltei atrás vezes de mais. Já não voltei atrás e me arrependi. Já quis me apaixonar para tentar fazer o sonho virar realidade. Sempre gastei mais do que recebo. Sou viciado em compras, mas hoje em dia me controlo. Adoro dar presentes. Até para quem não merece. Gosto de mimar e ser mimado. Gosto de beijar e ser beijado. E gosto de mais algumas coisas que são impublicáveis. Nunca maltratei animais. Nunca ironizei defeitos físicos. Os defeitos dos meus amigos eu os relevo. Dos meus inmigos, exalto. Não odeio quase ninguém na maior parte do meu dia. Sou desorganizado mas engano muito bem. Sou sincero erroneamente. Sou grosso. Sou espalhafatoso. Sou inconstante. E não me arrependo de nada disso. Me odiava na adolêscencia. Tenho poucos amigos sinceros. Me decepcionei com alguns deles, porém relevei. São todos humanos. Erro em julgamentos, por isso tento não julgar. Não guardo raivas nem ódios. Mas sim mágoas. Me apaixonei e quero esse amor eternamente. Ah, acho que nao comentei, quero morrer de amor.
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