segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Verdades


''A virtude da verdade não é encontrara pessoa perfeita, mas amar a pessoa imperfeita perfeitamente''

sair sozinha: uma arte


A maioria das minhas amigas, quando fica solteira, reclama principalmente da falta do que fazer. Afinal, sem uma pessoa para acompanhá-las em cinemas, shows, barzinhos etc (vulgo "namorado"), elas acabam ficando em casa à tôa. Geralmente, remoendo o fim do relacionamento e lamentando não terem encontrado uma pessoa nova. Depressão total, não é? Eu também acho. (Engraçado que os meninos não parecem sofrer desse mal, né? rs)

Não vou negar: já sofri muito com essa sensação de vazio... Porque, afinal, por mais amigos que se tenha, é um pouco complicado arrumar companhia para todos os programas que a gente pensa em fazer. Às vezes, ficamos até meio sem graça de sair ligando para meio mundo e parecer a mala abandonda da turma. Eu sei como é!Sair sozinha é uma arte. Requer prática, disposição e despreendimento. Primeiro, não é todo programa que rola fazer sozinha. Por exemplo: ir para barzinhos sozinha não dá! Se você quiser ir em um restaurante, café ou até mesmo uma balada sozinha, até rola. Mas barzinho é um nível ultra-plus-advanced. Eu quase fiz isso umas três vezes nos últimos meses, na última hora desisti. Porque... né? É complicado! :P (Se um dia eu conseguir, eu conto como foi.)

Nessas fases solteiras, eu já criei uma série de roteiros bacanas para me distrair sozinha. Muito além do clássico ler um livro, cultivar um hobbie (pintar, fazer bijouteria, bordar...) ou ver filmes embaixo do edredon - apesar de todos serem ótimos. Aqui estão os programas fora de casa que eu adoro fazer sozinha:

Caminhar. Escolha o seu bairro favorito, aquele em que você gostaria de morar, mas fica muito além do seu orçamento. Coloque uma roupinha bonita, um sapato confortável (não precisa ser roupa de ginástica) e saia para andar um pouquinho durante o dia. Aproveite pra mentalizar sua vida morando naquela vizinhança privilegiada e envie boas vibrações pelo ar. Eu até tenho uma dica ótima de caminhada para malhar o ego. Sabe qual é? Ande por uma avenida (aqui em São Paulo, minha favorita é a Brasil) na calçada que vai no sentido contrário aos dos carros. Coloque seus óculos escuros, mantenha a cabecinha reta, mas vai reparando com o cantinho dos olhos quantos motoristas olham para você. Cuidado: o excesso pode causar insolação! rsExposições de arte e museus. Toda uma aura de inteligência, mistério e bom gosto, né? Existem inúmeras exposições gratuitas É só conferir os programas nos guias de sexta-feira dos jornais. Você fica o tempo que quiser, olhando as obras que preferir, sem ter que aguentar o mau humor de quem não entende ou a arrogância de quem acha que entende. Eu comecei fazendo isso na faculdade por obrigação e hoje é um vício. A Mari já deu a dica de como ir nos museus de Sampa sem gastar nada. Experimente!

Cinema e teatro. Ai, esse é controverso. Mas não tem nada de absurdo. Afinal, a gente vai no cinema e no teatro para ver e ouvir, e não falar e ser visto. Sabe aquele filme que só você quer assistir? Ou aquela peça ultraconceitual que só você tá com vontade de ver? Vai sozinha! Até porque é fácil conseguir bons lugares quando você só precisa de uma poltrona. Aqui também vale conferir nos guias onde estão acontecendo mostras e exibições gratuitas.

Shows. Eu fui no show da Madonna acompanhada. Eu sei disso porque lembro de ter conversado com minha companhia no caminho da ida e da volta. Mas durante o show... Eu nem sei se ele estava curtindo ou não, porque eu estava completamente histérica e absorta com aquelas luzes no palco. Agora pense: nos shows mais bacanas da sua vida não foi mais ou menos isso que aconteceu? Você ficou cantando, batendo palmas, dançando e gritando sem se importar com quem estava do lado, não foi? Então que diferença faz se você for sozinha? Vai por mim: nenhuma.Compras. Não preciso entrar em detalhes, certo? Mas fazer compras sozinha é muito bom. Primeiro, você aprende a tomar decisões por si. Segundo, não corre o risco de levar algo porque outra pessoa te convenceu a isso. E terceiro: você fica o tempo que quiser, entrar em todas as lojas que gosta, experimenta tudo o que tem vontade... O mesmo vale para passeios em livrarias, lojas de eltrônicos, pet shops e qualquer outra coisa que você curta consumir. Só cuidado para não fazer a louca do cartão de crédito.Comer. Uma das melhores coisas para fazer sozinha em termos gastronômicos é tomar o café-da-manhã em um buffet de padaria, lendo o jornal ou sua revista favorita. Linda, fina e repetindo sem dó. :PRezar. De verdade. Provavelmente na sua religião há uma série de eventos, trabalhos voluntários e atividades em grupo acontecendo nos finais de semana. Conhecer gente, praticar o bem, desenvolver sua espiritualidade... Um milhão de benefícios aos seu alcance. Se você estava a fim de conhecer uma nova religião, fazer um retiro, praticar meditação... A hora é agora. Até porque, se você se arrepender e achar que não tem nada a ver, não vai precisar ficar dando explicações depois. Visitar a família que mora longe. Quem namora sabe como é difícil convencer o namorado a ir com você visitar os parentes que moram em outra cidade. Ainda mais complicado é abrir mão do final de semana a dois para viajar sozinha. Então porque você não aproveita que está livre e desempedida para fazer isso? Aposto que sua avó vai ficar superfeliz em te receber no final de semana. Sem falar que visitar parentes é o jeito mais barato de viajar que existe: você só gasta com as passagens e, eventualmente, com alguma baladinha com os primos no sábado.Combinando essas atividades com as saídas com os amigos, dá para ter finais de semana bastante movimentados, mesmo solteira. Capaz de você sentir falta dessa época quando começar a namorar de novo. ;-)

Por Juliana em quinta-feira, agosto 20, 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Beleza é, antes de tudo, uma questão de personalidade. Quando você assume e passa a ver suas diferenças como parte da sua personalidade, o mundo olha de um jeito diferente pra vc!

Falta tanta coisa na memória, como o rosto dele....


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O pé mais lindo


Nunca disse o quanto acho lindo seus pés... é verdade!!!

O pé do homem que admiro, que se preciso fosse andaria a pé pra casa , mesmo que por descuido esquecesse suas chaves...
O pé que é tão lindo quanto pé do meu pequenino apreço.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Certeza


Sabe quando se ama alguém? Eu sou assim com você. Eu sei perfeitamente o que eu sinto. Sem dúvida nenhuma é amor. Sempre foi assim: frio na barriga, vontade de grudar e não soltar nunca mais...sem falar nos sorrisos que “acontecem” só de falar com você e aquela vontade de sempre “tentar mais uma vez”. Concordo com o que você me disse um dia: deve ser destino.Deve ser mesmo, porque já perdi as contas das vezes que nos separamos e voltamos. E como sempre voltamos. Ainda bem que é assim. Porque nunca terminamos tudo. Sempre fica aquele carinho e por mais que eu tente, não sei ser feliz com outra pessoa. E assim, vão passando os anos e eu fico cada vez mais convicta de que, meu amor, é você. É você e sempre será você.


Por: Morena

Vem pra cá


Não ver você, não tem explicação é caminhar pela escuridão ficar a fim e não poder falar querer o sim e não se acostumar com a solidão, o medo de amar ...estranho vazio no seu olhar...eu tento achar em algum lugar o amor que você deixou pra trás.....

sábado, 21 de novembro de 2009

Nome Próprio


''O impulso de vida e o impulso de morte habitam lado a lado dentro de nós.

A morte é companheira do amor. Juntos eles regem o mundo''

Sigmund Freud

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


A tanto tento entender a busca dentro de mim, e acabei descobrindo que não sou mais eu em você, e sim, sou mais você em mim. Sempre tentando responder, resolver ou explicar sentimentos, tudo em vão. Quero respirar o orvalho que a madrugada traz, quero cuidar de quem comigo quer estar, oferecerei amores, carinhos e companhia... e do resto cultivaremos como flores... adubando, aguando e desejando que cresçam fortes e saudavéis... pq o nosso quinhão já foi oferecido.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Frustração


Ontem tentei por um instante dar fim em minha vida... Não tive coragem...

Peguei a alça da minha bolsa, e apertei fortemente em meu pescoço, pude sentir o pulsar do meu sangue em minhas veias, meu pescoço pulsava muito, o ar foi faltando.... mas fui traída pela ânsia das narinas que buscava o ar freneticamente.... Minha garganta ainda doí... coloquei uma blusa que escondia as possíveis marcas de uma tentativa frustrada de um suicídio que a muito anseio....

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Antes de você


Antes... não pensava em você
Agora... tudo é uma lembrança sua
Nunca... me preocupei com você
Hoje... já não faço outra coisa

Não saio mais pra passear
Só quero ir aonde você está
O livro não é bom, não quero ouvir um som
Não acho ada na TV

Não me lembro como eu era antes de você

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Amigo.....




Cantigas


Como pode um peixe vivo viver fora da água fria
Como poderei viver sem a tua companhia...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O que esperar da mulher Touro:


A nativa de Touro possui um carácter resoluto e uma vontade de ferro. Detentora de um extraordinário auto-domínio, consegue conter as emoções e ceder à aparente dominação de um homem. Aqui temos um signo que fica feliz por consentir que o seu parceiro se ache o maior.
Permitirá que ele dê largas às suas excentricidades, que repare nas mulheres bonitas que passam na rua, e escutará, encantada, todas as suas histórias dos tempos que já lá vão.
Mas, embora pareça não existir limites quando se apaixona, na verdade existem e bastantes. O ciúme é um deles.
Não abuse desta Nativa, pois ela mostrará a sua ira, que será uma visão inesquecível. A maioria das suas emoções não são esbanjadas em causas e preocupações, mas sim poupadas para fins práticos da sua vida, tais como preparar refeições deliciosas para o seu companheiro, vestir roupas sensuais, e apaziguar a sua forte natureza sexual.
O dinheiro também é um assunto importante na sua vida. Fortemente saudável, estável, progredindo lentamente na vida, é das melhores ofertas astrológicas que o Zodíaco oferece. Não obstante poder sentir alguma dificuldade em períodos de gravidez, sua habitual boa saúde é um dos seus bens mais preciosos.
Escolherá para companheiro um ser voluntarioso, passional e problemático, mas que saberá aguentar. Considera importante ter valores e é a primeira a lamentar os seus próprios pontos fracos. Joga pelo seguro e só revela os segredos dela quando estritamente necessário.

sábado, 19 de setembro de 2009

O sentir e o concretizar


Com o passar do tempo começamos a refletir nas relações humanas no que se viveu no que se sentiu e também no que se poderia ter sentido.
Neste local penso nas pessoas que encontrei e conheci por esta via eletrónica, desde chats a msn e outros meios.
Encontram-se pessoas boas pessoas assim assim pessoas que não interessam é mesmo o reflexo da vida real,
Fazemos amizades, entregamo-nos, existe quem a nós se entregue existe de tudo como na vida sem net pois posso dizer que ainda desse tempo sou.
Mas por esta via tenho algo sentido, sinto que em certas situações tudo se torna rápido demais em certas relações.
Quando se começa a sentir uma sintonia de pensamentos de gostos e de sentimentos por vezes parte-se logo para uma concretização sexual entre duas pessoas sem se passar pelo passo de estar de se sentir o gesto, o olhar, a palavra.
É tão bom sentir um momento num lugar com alguém que sente como nós sem que mais nada aconteça para alem de uma mão dada ou uma simples carícia.
Mas a voragem dos tempos leva a que muita gente parta para o finalmente para a concretização máxima e absoluta da ligação entre duas pessoas sem se passar pelos passos importantes do sentir.
Por estranho que possa parecer por vezes sinto-me como se de um objeto sexual fosse que só servirei para esse fim e essa é uma sensação vazia é uma sensação de que somos quase um artefato podendo muito mais coisas ser sentidas.
Devemos ser intensos sim mas seguindo os passos do sentir.
Pois o passo final é bem mais maravilhoso depois da caminhada.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

amor ENTRElinhas



“ Metade de mim delira; metade de mim pondera ”, já dizia o Pessoa ...Aprendi o silêncio, quando comecei a escrever...Adorava delirar com ele. Eu caminhava ao seu lado, em segredo.Não fazia nem frio nem calor. Era a estação do indefinido, onde nada começaria nem terminaria, tudo era apenas uma possibilidade trazida, diariamente, em pequenas gentilezas outonais...Era noite, daquelas em que, para uma poeta torta como eu, “qualquer ganido seria um bom pretexto", concordava com o Baleiro totalmente, pretexto para não dormir e pular a ‘janela do contexto’. Éramos anjos da solitária falange vermelha que habitava as madrugadas insones. Vivia assim, entre a multidão e a solidão que se misturavam. Em meio ao tumulto, sugava os detalhes escondidos por trás das máscaras, por entre as frestas dos olhos, observava secretamente com meu olhar permeável o que aqueles rostos diziam, disfarçados em sorrisos, tentando engolir a vida a qualquer custo, como um comprimido que pudesse, de repente, curar o vazio da vida pós-moderna, trazendo de volta uma mínima possibilidade de encontro, antes que tudo se transformasse em póstumas memórias.., e, como ‘ghost’, fôssemos para o outro lado da vida sem ter vivido quase nada ...transformando o ‘céu’ num verdadeiro ‘inferninho’...Não, o melhor era arder no fogo do inferno aqui mesmo, o que acredito, esse inferno de nós mesmos...Então, atirava-me nos corredores escuros da noite, camuflada, numa espécie de camaleoa ou serpente, deslizando sorrateiramente entre os circula(dores) em torno daqueles habitantes da mais densa camada do dia e a mais instigante...Ouvia seus gritos represados e seus gozos roubados, tentava decifrar enigmas, suas esfinges secretas, o que não diziam, mas escapavapelos poros, e o meu faro captava, enviando sinais aos neurônios,que, excitados, transformavam todas aquelas sensações em delírios, derramados em páginas brancas, que logo tornavam-se lugares exóticos, eróticos, e , outras vezes, abismos profundos, onde cabiam todas as dores do mundo, inclusive as minhas, pois era drummondiana por natureza...A solidão era o meu cigarro, ficava a observar a fumaça, que lentamente, começava a ganhar forma, cores, texturas... No silêncio, fecundava todas as sensações absorvidas e deixava a gestação acontecer, até parir meus personagens e seus dramas que se misturavam aos meus, tão intensamente, que, muitas vezes, sentia-me dissolvida na trama, dialogando com eles, e até sonhando com o destino de cada um, como se quisesse achar a minha própria saída ali, num insight, no meio de uma ficção nada científica, completamente anti-cartesiana, onde os eixos perpendiculares pareciam mais paralelos, vidas que caminhavam juntas, mas não se tocavam ...ou ‘quase’ não se tocavam ..., abcissas des(ordenadas), sem achar o ‘x’ da questão... E foi assim que o conheci, no meio de uma história que se diluía na minha, numa espécie de 'déjà vu ', pois tudo parecia-me muito peculiar, como se eu já soubesse o seu ponto fraco, sua vulnerabilidade física e emocional, e ele, a minha...Suas palavras circulavam por dentro de mim provocando ondas e me fazendo rir, como em um orgasmo solto e profundo, mais real que a própria realidade, e eu, flor de lótus azul, me abria em tons vermelhos intensos e derramava sobre ele meu néctar perolado, nessa dimensão invisível aos outros, e tão intensa para nós... Nas entrelinhas, nascia uma outra história, um universo paralelo, não à base de êxtasy, mas induzido por uma outra espécie de alucinógeno, a imaginação, ‘santo daime’ que ia abrindo passagens secretas no nosso subconsciente e nos revelando a nós mesmos...Era um lugar onde tudo poderia acontecer, sem preconceitos, sem julgamentos, sem sequer nosso consentimento, porque quando a imaginação transborda, nada é capaz de deter essa torrente...Existiam tão poucas diversões que não fossem culposas, que ter esse lugar suspenso, fora do tempo, mas tão vivo e presente nos dias que corriam como corcéis indomáveis, era algo fascinante, sem as paranóias que cercavam as relações no mundo dito ‘real’... Real ? Mas aquelas sensações eram verdadeiras, uma verdade inventada, talvez, contudo era real na mente, na emoção e, até mesmo, na carne..., aliás, principalmente...Somente os poetas ou escritores conseguiriam penetrar as camadas da imaginação de forma tão intensa, a ponto de gozarem todas as sensações físicas que aconteciam, por uma espécie de magia que as letras possuíam, um encantamento, uma bruxaria...Sim, palavras são mágicas, transportam-nos para fora e para dentro, e nós estávamos bem no meio, ’entre’, completamente envolvidos por elas, como amantes, em profundo estado ‘gozozo’....Um ‘ à trois ’ inusitado! À flor da pele das palavras tudo ficava mais ardente! Elas eram nossas mãos, nossos olhos, nossos ouvidos, nossa boca, nossa língua, nossa saliva ...e toda emoção silenciosamente consentida em sussurros derramados no papel...Contudo, sabia que as palavras também mentem, fingem, teria que virá-las pelo avesso, de vez em quando, para poder ver o que estava por trás, descobrir o denotativo no conotativo, entende?‘Tudo que vemos à luz do sol é bem menos atraente do que vemos por trás de uma vidraça’, ...do véu das palavras que se escondem na caverna da mente; à medida que a emoção avança, a luz vai surgindo,o sonho vai ganhando vida...um risco envolvente... É na mais completa escuridão que acontecem as grandes aventuras, na calada da noite, onde todas as coisas se calam, e a imaginação despertafaminta..., uivando feito uma loba, no ma(cio) da madrugada...Uma escuridão acesa! A entrada e a saída do nosso próprio labirinto...Quando pensava nele, não pensava no que ele era ou de onde ele vinha, essa realidade não me interessava, o que me importava era a alma, e como falava o Pessoa, as palavras têm alma, então, mergulhados nelas, decifrávamo-nos nos sussurros que vinham das entrelinhas e eletrizavam tudo...Quando pensava nele, pensava no seu cheiro, no seu gosto, na sua pele em contato com a minha,nessa con (fusão) dos sentidos, e essas coisas eram mais reais que qualquer detalhe de sua vida pessoal, eram elas que me tocavam e me acendiam nas longas noites, com a imaginação a mil pés da superfície da realidade concreta. Concreta? Ora bolas, toda realidade é concreta, mas não igual para todos...Para nós poetas, escritores, o real se expande sem limites, no infinito do nosso subconsciente, como um Deus...Deus existe? Para uns, sim; para outros, não.O mesmo acontecia em relação às questões acerca do que era real ou não...Poderia ser que tudo não passasse de um efeito placebo, mas era essa dosagem diária de delírio que me salvava de me tornar uma típica mulher pós-moderna, mais irreal que meus personagens ,pois ela seria fria, de pedra, qualquer coisa entre um iceberg e um céu de chumbo...Já em minhas histórias, eu poderia ser tudo, ser várias, e, em alguma delas, talvez, me achar...ou não..., caetaneando..., e sair da história quando quisesse, quando as palavras me traíssem...E à medida que a trama acontecia, ‘um pouco mais de possível, a cada instante, se tornava real’, uma verdade aristotélica, mas nunca totalmente real, estávamos sempre à beira, para que nunca deixássemos de buscar..., para soprar o desejo no infinito..., éramos cúmplices, consumidos, por livre-arbítrio, pelas palavras em chamas...,o fogo que movia a grande roda da vida e formava vórtices de pura emoção nas invisíveis trilhas ...E nós nos permitíamos queimar,arder, sem medo, até que elas se tornassem, mesmo só sendo meras palavras,uma real ilusão, aí seria hora de paralisar o vôo e pousar, refazendo a trama... Agora, preparo um cálice de vinho tinto suave e aguardo, na embriaguês da razão, que a lucidez do espírito (intocável, mas real) aponte o rumo dessa minha história, eu disse ‘o rumo', não o fim, porque tudo é passagem....eterna viagem....E na bagagem levarei somente meus delírios, e, com certeza, menos prozac ...E por falar em viagem, preciso de uma trilha sonora bem delirante, e nada melhor que a Janis com seu 'Kozmic Blues' rasgando o silêncio, expandindo a imaginação, criando as cenas dos próximos capítulos...'Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando... Até que não caibo em mim e estouro em palavras', clariceanamente eu vôo...E mentalizo:'Vem, me dê um beijo meu amor, só eu vejo o mundo com meus olhos...' em néons azuis...‘Tudo que se vê prá que crer Tudo que se crê pra que ter Tudo que se tem prá quem?’Afinal, ‘a alma é o segredo do negócio’ ..."E, eu digo calma, alma minha, calminha, você tem muito o que aprender..."*********************************************************
sobre a obra
Sobre processos criativos...Pura ficção...Não confundam o criador com a criatura...''Metade de mim delira, Metade de mim pondera, Metade de mim se prosta, Metade de mim gargalha.....'( Fernando Pessoa )*********'...Uma parte de mim é multidão:outra parte estranheza e solidão.Uma parte de mim pesa, pondera:outra parte delira....'(Ferreira Gullar)



Autoria Raiblue

Todos passam... e eu passarinho

Prefiro as árvores que dão pássaros...

Os Pés Suspensos



“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. […] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”


Clarice Lispector in Aprendendo a Viver .

terça-feira, 15 de setembro de 2009



..."De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher."

sábado, 5 de setembro de 2009

Planeta Solidão


Lá estou eu em mais uma mesa com copos e risos pela metade, fumaças desenhando, e bolinhas inacabadas e nervosas de guardanapo. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum marido fabuloso que eu tive em alguma encarnação, do útero da minha mãe, do meu anjo da guarda que está de férias, de algum amor verdadeiro que durou um segundo, de uma cena perfeita que meu inconsciente formou e que eu me encarreguei de acreditar como sendo meu futuro. Meus amigos me adoram e certamente chorariam se eu morresse. Mas será que eles sabem que eu penso sempre na morte? Será que eles sabem que aquela garota ali no canto da mesa, de bolsa da moda, rindo pra caramba, contando mais uma de suas aventuras vazias e descartáveis, acorda todos os dias pensando: o que eu realmente quero com essa vida? Como eu faço pra ser feliz? Será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, daqui a pouco vou morrer de chorar? E vice-versa? E isso 24 horas por dia? E isso mesmo com terapia, mesmo com macumba, mesmo com espiritismo, mesmo com meditação, mesmo com o namoradinho da semana. Será que eles sabem o tanto que eu sofro e o tanto que eu não sofro a cada segundo? Meus amigos me adoram. Mas sempre que podem, tiram sarro da minha cara. Sempre que podem, me transformam na chacotinha da mesa: não se droga, não bebe, expõe sua vida, não arruma ninguém que a ame de verdade porque é louca, assusta os caras, não leva ninguém a sério, explode por tudo, fala demais, fala palavrão, reclama demais. Minha melhor amiga me ama muito, e pra ela talvez eu não seja o erro em pessoa. Meu melhor amigo me chamou de infeliz um dia e eu nunca mais consegui rir da infelicidade dele. Meus amigos me amam, mas nem o máximo de amor de uma pessoa chega perto do que deveria ser amor. Amor não significa mais amor. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. Dessa coisa que talvez seja amor. Sinto um nojo enorme e desesperador de todos os afetos em pílulas que posso ganhar. Fulano me acha a melhor companhia do mundo, pensa em mim todos os dias, se diverte horrores comigo, mas, pensando bem, ele pode desfilar com modelos por aí e ele tem que curtir a vida com seu amigos . Odeio todas as minhas pílulas, odeio todos os amores baratos, curtos e não amores que eu inventei só para pular uma semana sem dor. A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio me enganar e a dor que vem depois dos dias entorpecidos. Eu invento amor. E dói admitir isso. Mas é que não agüento mais não dar um rosto para a minha saudade. E não agüento mais os copos, as fumaças, os amigos, as intenções e as bolinhas de guardanapo pela metade. É tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso da melhor festa do mundo que nem começou, é sempre isso mesmo. Eu aqui tomando meu chá mate limão meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. Aí eu limpo a maquiagem com creme anti-sinais e percebo que não faz o menor sentido ser uma criança chorona preocupada com rugas. Aí eu me acho louca porque só tem duas coisas que eu realmente queria nesse mundo: amar alguém e alguém me amar. E aí deito pra dormir e rezo pedindo a Deus que não espere mais eu ser legal para ser legal comigo. Aí eu penso que ele já é legal comigo e que, talvez, eu já seja legal com ele. E que tá tudo bem. Mas se eu penso, tudo bem nesse segundo, significa que vou pensar o oposto no segundo seguinte. E que eu escrevi “ele” sem maiúscula mesmo, porque amigo íntimo a gente não fica com essa coisa de endeusar. E eu queria que Ele fosse meu amigo íntimo. E quando vou ver, já dormi. Sozinha.

Postado por Janna

Tdo bem simples, tudo natural


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Crônica. Relacionamentos Românticos Cósmicos



· Os Toques Amorosos E Os Toques Acariciantes
Lizete Souza Passos



O toque é uma linguagem cósmica,
Que nos faz mais e melhores no viver cada dia.
Somos o que sabemos ser, em relacionamentos,
Cada relacionamento tem um sabor e perfumes diferentes...
Dependerá de cada disponibilidade nosso em ser no ter...
E, dos nossos sentidos ao entregarmos ao toque romântico.
Em contato físico ou não, isto depende do momento...
Nos derretemos, nos embriagamos nos sentimos atraídos/as.
Em sentimentos perceptivos o corpo envolve-se , único.

Vamos transformarmos, como o viver no Cosmos com amor e mais harmoniosidade,
com a praticidade dos Toques Amorosos e Acariciantes !
Como linguagem cósmica o toque é o ato ou efeito de tocar o como nos sentimos
atraídos/as, por ele, nossos sentidos são invadidos, em pura magia. Ficamos embriagados/as de corpo e alma.O toque pode se efetuar através do contato físico: Toques Acariciantes, ou não: Toques Amorosos . Mas ambos envolvem o corpo. Diretamente ou pela Percepçãosentimentos. Desenvolvendo a percepção de nós mesmos/as e de outrem (ns), isto é quando afetivamente somos tocados/as percebemos que existimos, que temos um corpo físico, uma mente, interagindo como o comando do cérebro, um corpo ,emocional com o coração e as emoções, assim como de que algo está fazendo e tomando parte ativa, neste momento únicodo contato amoroso do relacionamento romântico cósmico.Há o sentimento nítido de ser amado/a,
onde : amores próprios, auto-estima aumentam consideravelmente. Porque somos tocados/as em proporção equilibrada e harmoniosamente. A capacidade de amar aumenta de acordo com os toques amorosos ou toques acariciantes no que desenvolvemos a nossa ternura com naturalidade ...
Nós tornamos mais e melhores pessoas amorosas ou românticas em multiplicidade de cenas romanescas ou atos amorosos. O Toque deve fazer parte do planejamento familiar, no local de labor, na escola, entre amigos/as, em todo convívio humano etc... Podemos tocar alguém com um sorriso, com um forte abraço, como palavras carinhosas, com agraciamentos,etc... Com muito carinho dizer: Bom Dia! Meu adorado! Minha adorada! Amo-te muito, muito , muito... Estas
palavras pronunciadas com amabilidade quem é que resisti, em não corresponder com outroToque Amoroso em um olhar carinhoso... Nunca mais é esquecido. Pois, o registro ,deste toque ,que se efetua nos corpos: físico, mental, emocional, etéreo de quem é tocado e de quem e o autor deste toque. Ao sermos tocados/as com amor nos harmonizamos, dissolvemos os medos e é
eliminado com magia, onde criamos um vínculo de confiança e respeito com a pessoa que nos tocou, sem necessariamente haver o contato físico. Mas se por outro lado pode haver momentos de esta mesma cena ser processada com o toque e a carícia o que somamos os Toques Acariciantes às mãos são usadas ao tocar no corpo físico, pelos pontos energéticos [Chakras], que são censores
energéticos e através dos quais são reconhecidas diferentes impressões que as registrando ,passam pelo nosso sistema nervoso central e são processadas, pelo cérebro que autocomanda a energia psíquica expressão do instinto sexual [A Libido], que tende a perpetuar a vida. Permanecendo na memória do corpo mental e as emoções fluem, pelo corpo emocional em reposta com mais vibração,
mais pulsação, mais vida, sentimo-nos em cena de um poente solar, magia pura magia em céus azuis, com sóis, sobre um jardim com girassóis dourados, amor gozo, amor prazer...
Tanto um tipo ou outro de Toques são necessários a nossa própria vida, pois somos afeto, calor humano, e a o vazio a ser preenchido amorosamente ou e/ acariciadamente.
Atentamos que estas atitudes e ações nossas sejam afetuosamente sadias, vida plena, mas às vezes pode acontecer com violência o chamado “Amor Bandido”, ou “Entre Tapas e Beijos” a Censura Familiar, etc.., isto tem causas na infância na ausência de colo, no contato materno, contato paterno, calor humano surgindo às doenças agressivas, a depressão, a carência afetiva, a neurose romântica, etc...A criança que não sugou os seios da mãe ao alimentar-se, [seu momentoprimeiro de desenvolver a sexualidade] a mãe que deixou de ser a primeira namoradinha do seu filho, o pai que deixou de ser o primeiro namoradinho de sua filha etc... Estas pessoas não têm
capacidade de amar de desenvolver a Libido, de saber serem Almas Companheiras...
Todo toque é recíproco.Quando tocamos alguém também somos tocados/as de uma forma prazerosa ou ruim.... Cuidamos para sermos os sóis, as estrelas, a lua, a luz a iluminarmos na/pela vida cósmica de quem vamos compartilharmos os nossos toques, nos Relacionamentos Românticos Cósmicos. Pois há pessoas que se sentem atingidas com um toque de mãos, com um abraço, ao ouvirem palavras afetuosas, com beijo recebido ou enviado por mensagem escrita... Devemos ser
sensíveis ao toque nosso a alguém não em disponibilidade de Ser no Ter, em vez de estarmos trazê-la para junto de nós estaremos afastando-/o/a.Tocar é atingir,Ser Tocado/a, Ser Atingido/a. Toque é magia pura, é amor, é música, é poesia...
Anjos entoando uma bela melodia romanesca num cravo renascentista sonoridade ,
Sincronizadando o tocar e atingir amor amado, amor amada!
É Vida. É gozo! É compartilhar! É amor incondicional.
È linguagem do corpo , uno no desenvolver-se em crescimento no cosmos,luz!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Autora Desconhecida


Meu coração está pequenino hoje, mas nunca é tarde para se desculpar pelos grandes erros nas pequenas coisas, pelas bobagens infantis e pela falta de tolerância

segunda-feira, 10 de agosto de 2009



E tudo mudou...por Veríssimo......E tudo mudou... O rouge virou blushO pó-de-arroz virou pó-compactoO brilho virou glossO rímel virou máscara incolorA Lycra virou stretchAnabela virou plataformaO corpete virou porta-seiosQue virou sutiãQue virou lib, Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamentoA escova virou chapinhaProblemas de moça" viraram TPMConfete virou MMA crise de nervos virou estresse A chita virou viscose.A purpurina virou gliterA brilhantina virou musseOs halteres viraram bombaA ergométrica virou spinningA tanga virou fio dentalE o fio dental virou anti-séptico bucalNinguém mais vê... Ping-Pong virou BabalooO a-la-carte virou self-serviceA tristeza, depressãoO espaguete virou Miojo prontoA paquera virou pegação A gafieira virou dança de salãoO que era praça virou shoppingA areia virou ringueA caneta virou tecladoO long play virou CD Afita de vídeo é DVDO CD já é MP3 É um filho onde éramos seisO álbum de fotos agora é mostrado por emailO namoro agora é virtualA cantada virou torpedo E do "não" não se tem medoO break virou streetO samba, pagodeO carnaval de rua virou SapucaíO folclore brasileiro, halloween O piano agora é teclado, tambémO forró de sanfona ficou eletrônicoFortificante não é mais BiotônicoBicicleta virou BisPolícia e ladrão virou counter strike Folhetins são novelas de TVFauna e flora a desaparecerLobato virou Paulo CoelhoCaetano virou um chatoChico sumiu da FM e tvBaby se converteuRPM desapareceuElis ressuscitou em Maria Rita ? Gal virou fênixRaul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,Todos anjosAgora só tocam lira...A AIDS virou gripeA bala antes encontrada agora é perdidaA violência está coisa maldita!A maconha é calmanteO professor é agora o facilitadorAs lições já não importam maisA guerra superou a pazE a sociedade ficou incapaz...... De tudo.Inclusive de notar essas diferenças. ( Luiz Fernando Veríssimo)

Fumaças e Fumaçolas


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Frase


"Não há ideal feminino, como não há ideal de humanidade, nem o de raça pura. Nos deparamos com os seres concretos, expostos em uma subjetividade que rompe com o absolutismo de qualquer conceito ou pré-conceito. Nossos saberes devem ser as marcas, as falas, e o próprio discurso de um rosto que não quer ser máscara, mas inauguração da originalidade. Isto não é uma apologia ao feminino, mas ao humano." De alguma mulher iluminada, copiada ao acaso!

Almoçar sozinha


Tão sem graça...

Tem comida, mas não quero comer sozinha. Meio deprê.. com quem conversar enquanto como?As vezes fico com a cabeça afundada no teclado, para evitar o famoso: – você vai almoçar?, o que em geral não funciona, e eu acabo almoçando acompanhada nos dias que o que eu mais quero é morrer de solidão.
Outros dias, como hoje, que eu almocei sozinha e abandonada....

E porque a solidão me fez querer sair correndo do restaurante. Pior é que quem fala muito (como eu) fica quaaaaase querendo falar sozinha
Hoje banquei a solitária alienada, que tá sozinha porque não quer papo, que está cansada da futilidade desse mundo, ou que é intelectual e não suporta gente feliz e saltitante. O que, no meu caso, não era exatamente uma verdade. Afinal, é num coração solitário que bate forte o coração apaixonado!

sábado, 28 de março de 2009

Faculdade


Uma maçã! Do topo..


"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.(Machado de Assis)

sexta-feira, 27 de março de 2009

AS MULHERES

Perfeita!!!Esse homem é dez...Carta de um homem para as mulheres Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar eacariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nosproporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual. Isso quer dizer, se tem forma de guitarra.... Está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não demedidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As muito magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, e odeiam as mulheres, e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas, e agridem o corpo que eles odeiam, porque não podem tê-los.Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem.Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor. As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco?Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras, e pronto.. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão, e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa, logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. Entendam de uma vez! Trate de agradar a nós, e não a vocês, porque nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por Karina Mazzocco, EvaLongaria, Angelina Jolie ou Demi Moore, somos capazes deatravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podementrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto, uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento, ou está se auto-destruindo. Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio, e sabem controlar sua natural tendência à culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se sabota e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza. Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza.. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol', nem em spa...viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram queacontecer para estarmos vivos. Mulheres.... Cuidem-se! Amem-se! A beleza é tudo isto. Tudo junto.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Tem dias...

Estou numa fase braba.... ando com alterações no humor muito fortes ... durante o dia tudo muda e eu nem percebo ... embora saiba q não tenho motivos para ficar irritada , percebo q estou irritada e não consigo mudar de humor .... num único dia fico: triste , alegre , disposta e com preguiça , irritada e super calma.... e por ai vai ....
Agora estou triste ...com um aperto no coração e não sei por que ...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Porque eu gosto dos gordinhos

Sim, existe uma explicação, e ela tem muito mais a ver com aspectos comportamentais do que físicos.
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que NÃO, eu não tenho nenhuma tara por obesidade mórbida, não me sinto atraída por dobras de Sharpei e nem tampouco sonho ser esmagada por um corpanzil no estilo bigorna. Ocorre que, de fato, não me incomodo com uma barriguinha moderada, um par de coxas roliças, ou uma borda extra de catupiry (aquela gordurinha na cintura, sabe?)...
O primeiro passo pra eu me interessar por um homem é que exista atração física, o que não significa, necessariamente, que ele tenha de ser bonito. Vários caras se encaixam no conceito “sexy ugly” (quem já viu o filme “Beijando Jessica Stein” sabe do que se trata, e caras como Steven Tyler, Jack Nicholson e Mick Jagger são grandes exemplos), mas não é disso que o texto se trata. De qualquer forma, eu acho que todos os gordinhos pelos quais eu já me interessei são bonitos, e essa opinião já foi muitas vezes confirmada até por amigas que preferem os sequinhos.
O que importa mesmo é que não me ligo em beleza pronta, de capa de revista. Nunca gostei de homens muito musculosos, especialmente quando passam do limite e ficam desproporcionais, com ombros e braços enormes que fazem a cabeça parecer minúscula. Especialmente quando converso com um deles e concluo que o cérebro também é minúsculo. Ainda mais quando imagino (ou constato) que toda a obsessão em manter a barriga de tanquinho provavelmente é uma forma de tentar compensar um pênis minúsculo.
Até os detalhes que me prendem a atenção, fisicamente falando, que são olhos, boca e braços, têm uma razão subjetiva para me atrair. Gosto de olhos doces, que me observem com carinho. Gosto da boca pelo jeito de sorrir e, óbvio, de beijar. E dos braços pela forma como me sinto neles.
De acordo com estudiosos do comportamento humano, mulheres excessivamente preocupadas com a própria imagem acabam se tornando superficiais, ao passo que homens acometidos pela mesma inquietação tornam-se narcisistas.
Representando a sabedoria popular, amigos meus que já foram pra cama com mulheres muito perfeitinhas dizem que elas mandam mal porque não conseguem relaxar, têm medo de suar, de bagunçar o cabelo, de ficar numa posição que de alguma forma desvalorize seus pontos fortes, de aparecer uma celulite ou uma estria contra a luz.
Já o problema do sexo com homens que se acham perfeitos acontece quando a mulher representa um papel coadjuvante na relação. Ou seja, o cara só não trepa consigo mesmo por impossibilidade concreta: duro não dobra e mole não chega. A maior parte das mulheres normais (excluídas, portanto, as masoquistas e, por conseqüência, as tolas apaixonadas por imbecis) se sente muito melhor quando tem não somente o corpo, mas também o ego acariciado por um homem que sabe fazê-la se sentir a mulher mais linda do mundo. Sim, por incrível que pareça, isso é bem mais gostoso do que uma maratona com um cara vaidoso, apaixonado por si mesmo, querendo provar que é um atleta sexual, e que mantém a luz acesa não pra poder ver a parceira, mas pra que ela possa vê-lo.
Se eu não acho que seja possível a combinação entre estética e inteligência? Eu sei que é. Mas todo mundo tem defeitos, e aqueles que insistem em aparentar perfeição (e fazem uso de subterfúgios diversos para ocultar dos outros o que não toleram em si mesmos) costumam ser insuportavelmente chatos. Já imaginou um homem que não permite que a namorada toque em seus cabelos por causa do gel? Cafuné proibido? Que desgraça!
Dia desses, eu estava num bar, ficando com um cara que me olha de um jeito que adoro, tem um beijo delicioso, e em cujos braços eu me sinto muito, muito bem, e avisei: “Ih, baguncei todo seu cabelo e não sei mais arrumar”, e ele respondeu, com os olhos doces e o sorriso lindo de sempre: “Não faz mal”. E nem sequer fez menção de ajeitar as madeixas, ou correr em direção a um espelho. Preferiu continuar me beijando. Eu achei lindo demais! Macho demais! Claro que também ajuda o fato de ele ter cabelo bom e não precisar de gel.
Além disso, podem me chamar de preconceituosa, mas, em minha opinião, certas características masculinas não devem ser abandonadas. Eu sei que o mundo está virado, que as coisas estão a cada dia mais estranhas, mas de repente você se apaixona por um metrossexual e, quando se dá conta, está dividindo com o moço até o esmalte de unha.
Agora repare no comportamento dos gordinhos: geralmente são apaixonados por futebol; se não cozinham, pelo menos sabem fazer churrasco; detonam alimentos pouco ou nada saudáveis servidos em porções de boteco pra acompanhar a cervejinha, e não têm frescura com comida. Pra mim, uma das coisas mais broxantes num homem é vê-lo separar coisas no prato, “ui, cebola não, ervilha não, cenoura não”. E cara que tem problema com cores? “Não como nada que seja verde”... Ah, mas é uma moça! E a fobia de açúcar? “Oh, céus, isso não tem sabor de aspartame... Argh, será açúcar? Nããão!!!”. Contar calorias é coisa pra gorda neurótica, homem que é homem não sabe a diferença entre ligth e diet.
Resumindo: eu acho que os gordos são mais másculos.
Os gordinhos são, além de tudo, mais divertidos. Claro que existem exceções, mas eles costumam ser do tipo de gente que não se leva tão a sério, que sabe rir de si mesma, que não se preocupa se vai sair bem na foto. Não ficam fazendo pose. Não têm vergonha de tirar a roupa na sua frente porque engordaram 500 gramas. Você nunca se sente na obrigação de encolher a barriga na frente deles. Eles não condenam uma mulher pelo tamanho do prato dela. Quando praticam exercícios físicos, o fazem com o objetivo de ter mais saúde, não pela estética pura e simples.
É óbvio que também devem existir magrinhos machos de verdade, sem frescura, divertidos, desencanados da própria aparência, e, ainda assim, bonitos.
Mas o abraço de um gordinho é sempre muito mais gostoso.
Oksana

quarta-feira, 4 de março de 2009

Macabeus 15,37


Conclusão

Por isso, aqui encerro a minha narrativa. Se ficou boa literalmente e agradável, era o que eu queria. Se está fraca e medíocre, é o que eu fui capaz de fazer. É desagradável beber só vinho ou só água, ao passo que vinho misturado com água é agradável e gostoso. O mesmo acontece numa obra literaria, onde o tempero do estilo é um prazer para o ouvido do leitor. E assim termino.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não sei o porque

Realmente nem sei o que escrever, não relatei o que aconteceu em minha vida ultimamente... Vou ser Titia... a Daia já está com 7 meses e eu me sentindo cada vez mais velha...A minha irmã planeja casar ao final do ano, último ano de faculdade para ambas!!! Eu e meu irmão começamos um negócio... e peço para o papai do céu que tudo dê certo, para que eu possa estudar e conseguir pagar as minhas contas sem a frustração e a sensação de peso que os últimos meses venho sentindo.
Ainda fui atras de uma pessoa que me fez vibrar por dentro, mas levei um fora... dei chocolates, doces, mimos... foi educado dizendo obrigada, mas não quero que me dê mais nada, voltei com a minha mulher... não tive motivos felizes ultimamente...
Conheci alguém por sala de bate papo, conversa vai, conversa vem, passei meu telefone, ele me ligou, queria me ver, passou mais um dia... a esposa dele me ligou, surpresas a parte, fiquei muito mal!!! Não me disse que tinha um compromisso, mentiu pra mim, me senti mal por ela, por mim, pela situação... Levei um fora, uma mentira.... sozinha, carnaval adentro uma angústia, um nó na garganta, ainda por meu passado bater a minha porta, uma pessoa que deu-me motivos para chorar, ressurge não sei o que pensar, sinceramente não sei...

Essa é a vida...


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sim sou gordinha, e daí?

Minhas curvas são delineadas, tal estrada,Meu sorriso é doce e terno, sou liberdade,Carrego no olhar a ternura e a suavidade.

Adoro chocolate, um orgasmo verdadeiro,Não me consolo num abraço traiçoeiro,Não creio no valor frio, sórdido e rançoso,Creio no amor superando tudo, esperançoso.

Sim sou gordinha, e daí?

Tenho um pouco de anjo, voar livremente,Das bruxas herdei o feitiço e o encantamento,Da mulher, a delicadeza e a feminilidade,Da canção, um coração ditando poesia,Da música, todas as notas, multiplicidade.

Sim sou gordinha, e daí?

Eu sou todos os sons que a vida interpreta,Eu sou a harmonia da sinfonia que encanta,Eu sou a força do viver edificando tudo,Eu creio em mim e nos meus valores, contudo,Não creio na falsa verdade do preconceito.

Sim sou gordinha, e daí?

Meu espelho não mente, não me engana,Vejo nele refletido meu corpo e minha alma.São tantos rumores, falsos pudores,Corações de cera fria, perseguidores,Vou juntando os cacos e deito-os no lixo.

Não entro em conflitos, sou a paz,Sou eu, amando, sorrindo, chorando,Pela vida fora, segura vou andando.

Sim sou gordinha, e daí?

Sou menina, mulher, mãe, avó,Sou amiga, vizinha, tia…Sou feirante, florista, ou vadia.Sou o que eu quiser,Por ora sou, simplesmente, mulher.

Autor(a) desconhecido(a).