quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O que esperar da mulher Touro:


A nativa de Touro possui um carácter resoluto e uma vontade de ferro. Detentora de um extraordinário auto-domínio, consegue conter as emoções e ceder à aparente dominação de um homem. Aqui temos um signo que fica feliz por consentir que o seu parceiro se ache o maior.
Permitirá que ele dê largas às suas excentricidades, que repare nas mulheres bonitas que passam na rua, e escutará, encantada, todas as suas histórias dos tempos que já lá vão.
Mas, embora pareça não existir limites quando se apaixona, na verdade existem e bastantes. O ciúme é um deles.
Não abuse desta Nativa, pois ela mostrará a sua ira, que será uma visão inesquecível. A maioria das suas emoções não são esbanjadas em causas e preocupações, mas sim poupadas para fins práticos da sua vida, tais como preparar refeições deliciosas para o seu companheiro, vestir roupas sensuais, e apaziguar a sua forte natureza sexual.
O dinheiro também é um assunto importante na sua vida. Fortemente saudável, estável, progredindo lentamente na vida, é das melhores ofertas astrológicas que o Zodíaco oferece. Não obstante poder sentir alguma dificuldade em períodos de gravidez, sua habitual boa saúde é um dos seus bens mais preciosos.
Escolherá para companheiro um ser voluntarioso, passional e problemático, mas que saberá aguentar. Considera importante ter valores e é a primeira a lamentar os seus próprios pontos fracos. Joga pelo seguro e só revela os segredos dela quando estritamente necessário.

sábado, 19 de setembro de 2009

O sentir e o concretizar


Com o passar do tempo começamos a refletir nas relações humanas no que se viveu no que se sentiu e também no que se poderia ter sentido.
Neste local penso nas pessoas que encontrei e conheci por esta via eletrónica, desde chats a msn e outros meios.
Encontram-se pessoas boas pessoas assim assim pessoas que não interessam é mesmo o reflexo da vida real,
Fazemos amizades, entregamo-nos, existe quem a nós se entregue existe de tudo como na vida sem net pois posso dizer que ainda desse tempo sou.
Mas por esta via tenho algo sentido, sinto que em certas situações tudo se torna rápido demais em certas relações.
Quando se começa a sentir uma sintonia de pensamentos de gostos e de sentimentos por vezes parte-se logo para uma concretização sexual entre duas pessoas sem se passar pelo passo de estar de se sentir o gesto, o olhar, a palavra.
É tão bom sentir um momento num lugar com alguém que sente como nós sem que mais nada aconteça para alem de uma mão dada ou uma simples carícia.
Mas a voragem dos tempos leva a que muita gente parta para o finalmente para a concretização máxima e absoluta da ligação entre duas pessoas sem se passar pelos passos importantes do sentir.
Por estranho que possa parecer por vezes sinto-me como se de um objeto sexual fosse que só servirei para esse fim e essa é uma sensação vazia é uma sensação de que somos quase um artefato podendo muito mais coisas ser sentidas.
Devemos ser intensos sim mas seguindo os passos do sentir.
Pois o passo final é bem mais maravilhoso depois da caminhada.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

amor ENTRElinhas



“ Metade de mim delira; metade de mim pondera ”, já dizia o Pessoa ...Aprendi o silêncio, quando comecei a escrever...Adorava delirar com ele. Eu caminhava ao seu lado, em segredo.Não fazia nem frio nem calor. Era a estação do indefinido, onde nada começaria nem terminaria, tudo era apenas uma possibilidade trazida, diariamente, em pequenas gentilezas outonais...Era noite, daquelas em que, para uma poeta torta como eu, “qualquer ganido seria um bom pretexto", concordava com o Baleiro totalmente, pretexto para não dormir e pular a ‘janela do contexto’. Éramos anjos da solitária falange vermelha que habitava as madrugadas insones. Vivia assim, entre a multidão e a solidão que se misturavam. Em meio ao tumulto, sugava os detalhes escondidos por trás das máscaras, por entre as frestas dos olhos, observava secretamente com meu olhar permeável o que aqueles rostos diziam, disfarçados em sorrisos, tentando engolir a vida a qualquer custo, como um comprimido que pudesse, de repente, curar o vazio da vida pós-moderna, trazendo de volta uma mínima possibilidade de encontro, antes que tudo se transformasse em póstumas memórias.., e, como ‘ghost’, fôssemos para o outro lado da vida sem ter vivido quase nada ...transformando o ‘céu’ num verdadeiro ‘inferninho’...Não, o melhor era arder no fogo do inferno aqui mesmo, o que acredito, esse inferno de nós mesmos...Então, atirava-me nos corredores escuros da noite, camuflada, numa espécie de camaleoa ou serpente, deslizando sorrateiramente entre os circula(dores) em torno daqueles habitantes da mais densa camada do dia e a mais instigante...Ouvia seus gritos represados e seus gozos roubados, tentava decifrar enigmas, suas esfinges secretas, o que não diziam, mas escapavapelos poros, e o meu faro captava, enviando sinais aos neurônios,que, excitados, transformavam todas aquelas sensações em delírios, derramados em páginas brancas, que logo tornavam-se lugares exóticos, eróticos, e , outras vezes, abismos profundos, onde cabiam todas as dores do mundo, inclusive as minhas, pois era drummondiana por natureza...A solidão era o meu cigarro, ficava a observar a fumaça, que lentamente, começava a ganhar forma, cores, texturas... No silêncio, fecundava todas as sensações absorvidas e deixava a gestação acontecer, até parir meus personagens e seus dramas que se misturavam aos meus, tão intensamente, que, muitas vezes, sentia-me dissolvida na trama, dialogando com eles, e até sonhando com o destino de cada um, como se quisesse achar a minha própria saída ali, num insight, no meio de uma ficção nada científica, completamente anti-cartesiana, onde os eixos perpendiculares pareciam mais paralelos, vidas que caminhavam juntas, mas não se tocavam ...ou ‘quase’ não se tocavam ..., abcissas des(ordenadas), sem achar o ‘x’ da questão... E foi assim que o conheci, no meio de uma história que se diluía na minha, numa espécie de 'déjà vu ', pois tudo parecia-me muito peculiar, como se eu já soubesse o seu ponto fraco, sua vulnerabilidade física e emocional, e ele, a minha...Suas palavras circulavam por dentro de mim provocando ondas e me fazendo rir, como em um orgasmo solto e profundo, mais real que a própria realidade, e eu, flor de lótus azul, me abria em tons vermelhos intensos e derramava sobre ele meu néctar perolado, nessa dimensão invisível aos outros, e tão intensa para nós... Nas entrelinhas, nascia uma outra história, um universo paralelo, não à base de êxtasy, mas induzido por uma outra espécie de alucinógeno, a imaginação, ‘santo daime’ que ia abrindo passagens secretas no nosso subconsciente e nos revelando a nós mesmos...Era um lugar onde tudo poderia acontecer, sem preconceitos, sem julgamentos, sem sequer nosso consentimento, porque quando a imaginação transborda, nada é capaz de deter essa torrente...Existiam tão poucas diversões que não fossem culposas, que ter esse lugar suspenso, fora do tempo, mas tão vivo e presente nos dias que corriam como corcéis indomáveis, era algo fascinante, sem as paranóias que cercavam as relações no mundo dito ‘real’... Real ? Mas aquelas sensações eram verdadeiras, uma verdade inventada, talvez, contudo era real na mente, na emoção e, até mesmo, na carne..., aliás, principalmente...Somente os poetas ou escritores conseguiriam penetrar as camadas da imaginação de forma tão intensa, a ponto de gozarem todas as sensações físicas que aconteciam, por uma espécie de magia que as letras possuíam, um encantamento, uma bruxaria...Sim, palavras são mágicas, transportam-nos para fora e para dentro, e nós estávamos bem no meio, ’entre’, completamente envolvidos por elas, como amantes, em profundo estado ‘gozozo’....Um ‘ à trois ’ inusitado! À flor da pele das palavras tudo ficava mais ardente! Elas eram nossas mãos, nossos olhos, nossos ouvidos, nossa boca, nossa língua, nossa saliva ...e toda emoção silenciosamente consentida em sussurros derramados no papel...Contudo, sabia que as palavras também mentem, fingem, teria que virá-las pelo avesso, de vez em quando, para poder ver o que estava por trás, descobrir o denotativo no conotativo, entende?‘Tudo que vemos à luz do sol é bem menos atraente do que vemos por trás de uma vidraça’, ...do véu das palavras que se escondem na caverna da mente; à medida que a emoção avança, a luz vai surgindo,o sonho vai ganhando vida...um risco envolvente... É na mais completa escuridão que acontecem as grandes aventuras, na calada da noite, onde todas as coisas se calam, e a imaginação despertafaminta..., uivando feito uma loba, no ma(cio) da madrugada...Uma escuridão acesa! A entrada e a saída do nosso próprio labirinto...Quando pensava nele, não pensava no que ele era ou de onde ele vinha, essa realidade não me interessava, o que me importava era a alma, e como falava o Pessoa, as palavras têm alma, então, mergulhados nelas, decifrávamo-nos nos sussurros que vinham das entrelinhas e eletrizavam tudo...Quando pensava nele, pensava no seu cheiro, no seu gosto, na sua pele em contato com a minha,nessa con (fusão) dos sentidos, e essas coisas eram mais reais que qualquer detalhe de sua vida pessoal, eram elas que me tocavam e me acendiam nas longas noites, com a imaginação a mil pés da superfície da realidade concreta. Concreta? Ora bolas, toda realidade é concreta, mas não igual para todos...Para nós poetas, escritores, o real se expande sem limites, no infinito do nosso subconsciente, como um Deus...Deus existe? Para uns, sim; para outros, não.O mesmo acontecia em relação às questões acerca do que era real ou não...Poderia ser que tudo não passasse de um efeito placebo, mas era essa dosagem diária de delírio que me salvava de me tornar uma típica mulher pós-moderna, mais irreal que meus personagens ,pois ela seria fria, de pedra, qualquer coisa entre um iceberg e um céu de chumbo...Já em minhas histórias, eu poderia ser tudo, ser várias, e, em alguma delas, talvez, me achar...ou não..., caetaneando..., e sair da história quando quisesse, quando as palavras me traíssem...E à medida que a trama acontecia, ‘um pouco mais de possível, a cada instante, se tornava real’, uma verdade aristotélica, mas nunca totalmente real, estávamos sempre à beira, para que nunca deixássemos de buscar..., para soprar o desejo no infinito..., éramos cúmplices, consumidos, por livre-arbítrio, pelas palavras em chamas...,o fogo que movia a grande roda da vida e formava vórtices de pura emoção nas invisíveis trilhas ...E nós nos permitíamos queimar,arder, sem medo, até que elas se tornassem, mesmo só sendo meras palavras,uma real ilusão, aí seria hora de paralisar o vôo e pousar, refazendo a trama... Agora, preparo um cálice de vinho tinto suave e aguardo, na embriaguês da razão, que a lucidez do espírito (intocável, mas real) aponte o rumo dessa minha história, eu disse ‘o rumo', não o fim, porque tudo é passagem....eterna viagem....E na bagagem levarei somente meus delírios, e, com certeza, menos prozac ...E por falar em viagem, preciso de uma trilha sonora bem delirante, e nada melhor que a Janis com seu 'Kozmic Blues' rasgando o silêncio, expandindo a imaginação, criando as cenas dos próximos capítulos...'Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando... Até que não caibo em mim e estouro em palavras', clariceanamente eu vôo...E mentalizo:'Vem, me dê um beijo meu amor, só eu vejo o mundo com meus olhos...' em néons azuis...‘Tudo que se vê prá que crer Tudo que se crê pra que ter Tudo que se tem prá quem?’Afinal, ‘a alma é o segredo do negócio’ ..."E, eu digo calma, alma minha, calminha, você tem muito o que aprender..."*********************************************************
sobre a obra
Sobre processos criativos...Pura ficção...Não confundam o criador com a criatura...''Metade de mim delira, Metade de mim pondera, Metade de mim se prosta, Metade de mim gargalha.....'( Fernando Pessoa )*********'...Uma parte de mim é multidão:outra parte estranheza e solidão.Uma parte de mim pesa, pondera:outra parte delira....'(Ferreira Gullar)



Autoria Raiblue

Todos passam... e eu passarinho

Prefiro as árvores que dão pássaros...

Os Pés Suspensos



“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. […] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”


Clarice Lispector in Aprendendo a Viver .

terça-feira, 15 de setembro de 2009



..."De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher."

sábado, 5 de setembro de 2009

Planeta Solidão


Lá estou eu em mais uma mesa com copos e risos pela metade, fumaças desenhando, e bolinhas inacabadas e nervosas de guardanapo. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum marido fabuloso que eu tive em alguma encarnação, do útero da minha mãe, do meu anjo da guarda que está de férias, de algum amor verdadeiro que durou um segundo, de uma cena perfeita que meu inconsciente formou e que eu me encarreguei de acreditar como sendo meu futuro. Meus amigos me adoram e certamente chorariam se eu morresse. Mas será que eles sabem que eu penso sempre na morte? Será que eles sabem que aquela garota ali no canto da mesa, de bolsa da moda, rindo pra caramba, contando mais uma de suas aventuras vazias e descartáveis, acorda todos os dias pensando: o que eu realmente quero com essa vida? Como eu faço pra ser feliz? Será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, daqui a pouco vou morrer de chorar? E vice-versa? E isso 24 horas por dia? E isso mesmo com terapia, mesmo com macumba, mesmo com espiritismo, mesmo com meditação, mesmo com o namoradinho da semana. Será que eles sabem o tanto que eu sofro e o tanto que eu não sofro a cada segundo? Meus amigos me adoram. Mas sempre que podem, tiram sarro da minha cara. Sempre que podem, me transformam na chacotinha da mesa: não se droga, não bebe, expõe sua vida, não arruma ninguém que a ame de verdade porque é louca, assusta os caras, não leva ninguém a sério, explode por tudo, fala demais, fala palavrão, reclama demais. Minha melhor amiga me ama muito, e pra ela talvez eu não seja o erro em pessoa. Meu melhor amigo me chamou de infeliz um dia e eu nunca mais consegui rir da infelicidade dele. Meus amigos me amam, mas nem o máximo de amor de uma pessoa chega perto do que deveria ser amor. Amor não significa mais amor. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade dessa coisa que eu não sei o que é. Dessa coisa que talvez seja amor. Sinto um nojo enorme e desesperador de todos os afetos em pílulas que posso ganhar. Fulano me acha a melhor companhia do mundo, pensa em mim todos os dias, se diverte horrores comigo, mas, pensando bem, ele pode desfilar com modelos por aí e ele tem que curtir a vida com seu amigos . Odeio todas as minhas pílulas, odeio todos os amores baratos, curtos e não amores que eu inventei só para pular uma semana sem dor. A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, esperar. Mas a solidão dói e eu sigo inventando personagens. Odeio me enganar e a dor que vem depois dos dias entorpecidos. Eu invento amor. E dói admitir isso. Mas é que não agüento mais não dar um rosto para a minha saudade. E não agüento mais os copos, as fumaças, os amigos, as intenções e as bolinhas de guardanapo pela metade. É tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura. No final bruto, seco e silencioso da melhor festa do mundo que nem começou, é sempre isso mesmo. Eu aqui tomando meu chá mate limão meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. Aí eu limpo a maquiagem com creme anti-sinais e percebo que não faz o menor sentido ser uma criança chorona preocupada com rugas. Aí eu me acho louca porque só tem duas coisas que eu realmente queria nesse mundo: amar alguém e alguém me amar. E aí deito pra dormir e rezo pedindo a Deus que não espere mais eu ser legal para ser legal comigo. Aí eu penso que ele já é legal comigo e que, talvez, eu já seja legal com ele. E que tá tudo bem. Mas se eu penso, tudo bem nesse segundo, significa que vou pensar o oposto no segundo seguinte. E que eu escrevi “ele” sem maiúscula mesmo, porque amigo íntimo a gente não fica com essa coisa de endeusar. E eu queria que Ele fosse meu amigo íntimo. E quando vou ver, já dormi. Sozinha.

Postado por Janna

Tdo bem simples, tudo natural